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POEMA - PEDRA DE ITACOLOMI

 


Pedra de Itacolomi

 

Quão majestoso cenário,

O dessa pedra gigante,

A tal de Itacolomi,

Bem maior que um elefante,

Residente ali no mar,

Por um tempo bilenar,

Encantando os navegantes.

 

Ela vive ali na costa,

Em seu recanto marinho;

Visitada pelas ondas,

Que lhe banham com carinho,

Pra não dizer agredida

Por ondas enfurecidas,

Contrárias à cor do vinho.

 

Geográfica referência

E alvo de grande perigo,

Quando a maré fica cheia,

Seu perfil fica sumido

Da visão de qualquer um,

Pois, marinheiro nenhum

Não quer amores consigo.

 

 

Pela sua redondeza

A pesca é bem praticada;

Lá de cima do rochedo,

Fica melhor contemplada;

Até mestre tubarão

Trata-a com educação

Por tê-la como encantada.

 

Canoas e embarcações

Navegam próximos a ela,

Namorando seu fascino

De uma forma bem singela,

E as pessoas que a conhecem,

Gostam dela e não esquecem

O barulho das procelas.

 

Ela é um patrimônio

Natural, alcantarense,

Revestida de beleza,

Como ninguém nunca pense

Que pode ser destruída;

Ora pedra ora jazida,

Um tesouro maranhense.


Paulo Oliveira



Extraído do livro Cronologia da História de Alcântara, deste autor, brevemente
a ser lançado.

POEMA - BAÍA DE SÃO MARCOS

 


Baía de São Marcos

 

Quão tão bela essa Baía,

Como vasta e majestosa;

A sua potência hidráulica

É perene e poderosa,

Replena de desafios

Para barcos e navios

Com proteções duvidosas.

 

A Baía de São Marcos,

Uma filha do oceano,

Que banha um lado da América,

Com muitos seres humanos;

Fincada na parte sul,

Sob um firmamento azul

Neste mundo americano.

 

Vai lá do Itacolomi

Rumo à Foz do Mearim,

Na direção Leste-Oeste,

Sem que o mar chegue ao seu fim;

Merece muita atenção,

Ao passar no Boqueirão,

Sob o pio dos Atins.

 

Alcântara e São Luís

São separadas por ela;

Lá no meio tem a cerca,

Revestida de procelas;

Na noite de lua cheia,

Por ali cantam sereias,

Sinceramente tão belas.

 

Por elas já navegaram

Barões, viscondes, escravos,

Raparigas, senhorinhas,

Comerciantes e bravos

Tripulantes, pescadores,

Que conheceram horrores

Bem antes de serem salvos.

 

Por ali passaram índios,

Cidadãos de toda cor,

Mas, agora, são turistas,

Que gostam do que restou

De uma vila ou de cidade,

Que já foi prosperidade,

E que a sorte lhe enganou.


Paulo Oliveira



Extraído do livro Cronologia da História de Alcântara (a ser lançado), deste autor.