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POEMA - A BORDO DESTE BRASIL




Companheiros de viagem,
A bordo deste Brasil,
Estamos em alto-mar,
Escondidos num navio
Abalados por tormentas,
Onde o fraco não aguenta
Por ver o que jamais viu.

Nós já vimos tubarões
E outras feras conhecidas,
Mas não o coronavírus
De feição desconhecida,
Nem por meio de aparelho
Ou com ajuda de espelho,
Ninguém o vê nesta vida.

Ele causa seus efeitos
Após testes positivos,
Derrubando os mais idosos,
Com métodos tão nocivos;
No meio da tempestade
Por qualquer lado ele invade
Para matar sem motivo.

Até bravos corajosos
Desse dragão sentem medo;
Pelo mundo faz estrago,
Forçando dormir mais cedo;
Tanto no mar, no ar, na terra,
Parece tempo de guerra
Ou um samba sem enredo.

Ele prefere a quem viaja
Pelo céu do exterior;
Não dispensa autoridade,
Quem se julga de valor;
Apavora qualquer um;
Desses humanos, nenhum
Pode cantar seu louvor.

Acabou-se a vaidade,
Arrogância e preconceito;
Ninguém é mais que ninguém,
Todo mundo é imperfeito,
Ao chegarmos lá no porto,
Vamos ver quantos tem mortos
E entrega-los ao Perfeito.


Autor: Paulo Oliveira

O VÍRUS MALDITO





Afinal, que bicho é esse?
Um tal micro-organismo,
Chamado coronavírus,
O pior dos terrorismos
Espalhados pelo mundo,
Causando medo profundo
Como à beira de um abismo.

Na China, surgiu primeiro,
E depois surgiu no Irã;
Penetrou também na Europa,
Tendo a Itália, campeã
De contágios e de mortes;
O certo é que a má sorte
Piora toda manhã.

Ele não mede distância;
Invade qualquer lugar;
Aportou até na América,
De Norte a Sul sem parar;
Não se sabe de que forma
Esse vírus se transforma
Em um monstro tão vulgar.

Começa com gripe e tosse,
Mais febre e pneumonia;
Se não houver quarentena,
Não dura mais que alguns dias;
E assim vai essa tragédia,
Que, antes fosse comédia
E não essa pandemia.

Por aí até comentam
Ser o Juízo Final;
Aquela gripe espanhola
Foi o surto inicial,
Depois, a febre amarela
Pôs muitos de sentinela,
Chorando a sina letal.

Países mais afetados
Nem sabem o que fazer
Para salvar o seu povo
Do risco de perecer;
Mas, Deus está lá em cima,
Monitorando esse clima,
Para muitos socorrer.


Autor: Paulo Oliveira